quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Reflexo





             Sabe aqueles dias que você simplesmente para tudo que está fazendo para pensar na vida? Foi num desses dias que eu entrei no meu maior conflito interno. Ser feliz ou fazer a coisa certa? Claro que muitas vezes quando fazemos a coisa certa ficamos felizes, mas e as vezes que não? E as vezes que essa tal coisa errada é o que vai nos fazer feliz? Pensando nisso, eu escrevi essa história...




E lá estavam eles novamente, sorrindo uma para o outro, com aquele brilho no olhar, e eu aqui, observando de longe minha melhor amiga e meu melhor amigo (vulgo minha paixão) se relacionar, tentando fazer seu relacionamento um tanto estranho, mas que para eles funcionava, dar certo. Depois de se despedirem, Katherine passou por mim e sorriu, enquanto Benjamin ia mexer no seu armário.
Eu sei que eu não devia ir lá, mas mesmo assim eu não consegui me controlar, quando eu vi já estava lá sorrindo para ele.
_Oi Ben!
_Oi Alice, e ai?
_Você não vai acreditar, tirei 10 naquela prova!
_Eu falei que você ia se sair bem, parabéns! – disse ele me abraçando.
Ah, aquele abraço... Só de relembrar de como eram seus abraços (sim, “eram”, no passado) me bate uma nostalgia tão grande que nem consigo explicar. Eu me sentia a pessoa mais especial do mundo por ter ele em meus braços, e me sentia tão protegida quanto se tivesse com o super-homem do meu lado.
_É, eu também. – rimos. – Você vai ao luau hoje?
_Claro, você também né?
_Sim. Ai, droga, eu tenho que correr para a sala, essa professora é muito chata com quem chega atrasado. Tchau! – o abracei rápido e corri.
Entrei na sala e todos já estavam sentando. Mas é claro, todos sabiam como a Clarice era, e eu era a única idiota aventureira que arriscava entrar depois dela. Avistei um lugar perto das Anas (sim, o nome das minhas outras duas melhores amigas era o mesmo), e me sentei. Ainda respirando rápido, encostei na cadeira e comecei a lembrar do seu sorriso. Como um simples sorriso daquele podia me deixar tão extasiada? Comecei a sentir seu perfume ao meu redor, mas conhecendo o Benjamin não era coisa da minha cabeça, e sim bem provável que seu cheiro tenha ficado em mim.
_E nos temos que ver isso também né Alice? Alice? Ei!
_Ai! – uma bolinha de papel um tanto dura me acerta no braço. – Oi, desculpa, o que foi?
_Você não ouviu nada do que a gente disse? – disse a Ana C.
_Claro que ouvi.
_Ah é? Então o que estávamos falando? – perguntou a Ana P.
_Tá vocês me pegaram... – confessei. - Sobre o que vocês estavam falando?
_Sobre o luau de hoje, a Ana P não vai, e eu não tenho como voltar.
_Como se isso fosse mesmo um problema né? Você pode dormir lá em casa.
Não! Nós precisamos ir a essa luau, era mais um local que eu poderia vê-lo.
_É uma ótima ideia! Vou ver com os meus pais e te aviso depois. – sorri em resposta apenas.
Virei para a professora e tentei realmente prestar atenção, mas não conseguia, só conseguia pensar em como me sentia em relação ao Benjamin, eu não sabia o que fazer, e pior, sobre como eu me sentia extremamente mal por sentir isso por ele. Claro que eu sabia que a Katherine não amava ele, mas eu também sabia que eles não eram só amigos. Gostar de  alguém e não poder fazer nada em relação a isso é uma droga!


Ass: Júlia Martan

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