Sabe aqueles dias que você simplesmente para tudo que está
fazendo para pensar na vida? Foi num desses dias que eu entrei no meu maior
conflito interno. Ser feliz ou fazer a coisa certa? Claro que muitas vezes
quando fazemos a coisa certa ficamos felizes, mas e as vezes que não? E as
vezes que essa tal coisa errada é o que vai nos fazer feliz? Pensando nisso, eu
escrevi essa história...
E lá estavam eles novamente, sorrindo uma para o outro, com aquele brilho no olhar, e eu aqui, observando de longe minha melhor amiga e meu melhor amigo (vulgo minha paixão) se relacionar, tentando fazer seu relacionamento um tanto estranho, mas que para eles funcionava, dar certo. Depois de se despedirem, Katherine passou por mim e sorriu, enquanto Benjamin ia mexer no seu armário.
Eu sei que eu não devia ir lá, mas mesmo assim eu não
consegui me controlar, quando eu vi já estava lá sorrindo para ele.
_Oi Ben!
_Oi Alice, e ai?
_Você não vai acreditar, tirei 10 naquela prova!
_Eu falei que você ia se sair bem, parabéns! – disse ele me
abraçando.
Ah, aquele abraço... Só de relembrar de como eram seus
abraços (sim, “eram”, no passado) me bate uma nostalgia tão grande que nem
consigo explicar. Eu me sentia a pessoa mais especial do mundo por ter ele em
meus braços, e me sentia tão protegida quanto se tivesse com o super-homem do
meu lado.
_É, eu também. – rimos. – Você vai ao luau hoje?
_Claro, você também né?
_Sim. Ai, droga, eu tenho que correr para a sala, essa
professora é muito chata com quem chega atrasado. Tchau! – o abracei rápido e
corri.
Entrei na sala e todos já estavam sentando. Mas é claro,
todos sabiam como a Clarice era, e eu era a única idiota aventureira que
arriscava entrar depois dela. Avistei um lugar perto das Anas (sim, o nome das
minhas outras duas melhores amigas era o mesmo), e me sentei. Ainda respirando
rápido, encostei na cadeira e comecei a lembrar do seu sorriso. Como um simples
sorriso daquele podia me deixar tão extasiada? Comecei a sentir seu perfume ao
meu redor, mas conhecendo o Benjamin não era coisa da minha cabeça, e sim bem
provável que seu cheiro tenha ficado em mim.
_E nos temos que ver isso também né Alice? Alice? Ei!
_Ai! – uma bolinha de papel um tanto dura me acerta no
braço. – Oi, desculpa, o que foi?
_Você não ouviu nada do que a gente disse? – disse a Ana C.
_Claro que ouvi.
_Ah é? Então o que estávamos falando? – perguntou a Ana P.
_Tá vocês me pegaram... – confessei. - Sobre o que vocês
estavam falando?
_Sobre o luau de hoje, a Ana P não vai, e eu não tenho como
voltar.
_Como se isso fosse mesmo um problema né? Você pode dormir
lá em casa.
Não! Nós precisamos ir a essa luau, era mais um local que eu
poderia vê-lo.
_É uma ótima ideia! Vou ver com os meus pais e te aviso
depois. – sorri em resposta apenas.
Virei para a professora e tentei realmente
prestar atenção, mas não conseguia, só conseguia pensar em como me sentia em
relação ao Benjamin, eu não sabia o que fazer, e pior, sobre como eu me sentia
extremamente mal por sentir isso por ele. Claro que eu sabia que a Katherine não
amava ele, mas eu também sabia que eles não eram só amigos. Gostar de alguém
e não poder fazer nada em relação a isso é uma droga!Ass: Júlia Martan

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